sábado, 16 de abril de 2011

Veias rompidas, humilhação em pulsos cortados.


Só queria saber, por mais quanto tempo...

Chove, água do céu que é alijada.
Antes fossem trocadas por doces - E lágrimas
Fossem pagas - Por quantidade menor de dor,
E em abundante quantidade, menos mágoas.

Mas pedindo tanto,
A quem pouco pode, mesmo se quisesse,
Implorei imensidão
De que nem um grão apoucar-se pode.

E contei com fome, enclaustro em obscenidades- Sórdidos
Kilômetros por distâncias- e passo frugamente enledado.
Permito, à tua falta em gota-gota
Do meu sangue que é pingado
Que para o chão se desperdiça, desperdiçar-se de mim calado.

Faltando para o coração oque é de mais sagrado,
Com a alma do corpo se afrouxando.
Contei a tua falta, desejando
Jorrar a minha alma por vezes torpes
E no fim milhares de rápidas mortes.

domingo, 10 de abril de 2011

Saudades

Os trechos em inglês são de autoria de Eric Harris ( original: REB's words of wisdom )

''WHAT I DON'T SEE I DON'T KNOW''


Do tempo que eu não odiava,
Do tempo que qualquer quantidade de amor já era em demasia.


"WHAT I DON'T KNOW I DON'T WANT''

E eu não sabendo de ti não importava,
E das poucas vezes que quis, tristezas destas eram a maioria.

"WHAT I DON'T WANT I DON'T NEED''

Pois quando não a tinha, sonhei que precisava
Mas no fundo não te queria.

"WHAT I DON'T NEED I DON'T FEEL"

E quando a senti, jurou ser sempre a minha escrava,
Mesmo quando as palavras frias, que aqueciam em infâmia

"WHAT I DON'T FEEL I DON'T SAY'

Traduziram dores e pesares em prazeres profundos, contadas favas
De ferimentos pedidos, implorados e facécia.

'WHAT I DON'T SAY I DON'T DO'

Para os vários silêncios contados, que odiava,
Aos mais impuros segundos dispersados, dos suspiros se fazia.

"WHAT I DON'T DO I DON'T LIKE"

Daquilo que não se gosta, o brusco olhar de quem te adora se enlevava
E você que odeia tanto, mordidas e arranhões, a dor que te faz calar, a dor se esvaia.

"WHAT I DON'T LIKE I WASTE
"

Agora não penso em desisitir, se o teu sorriso, de tudo oq me faltava
Do mais sentido até o mais ignorado, desperdiçado foi o sonho que nada valia.