sábado, 9 de agosto de 2014

Hiato...

Com gosto de saudades,                                        E sei do quanto sofreu,
Pois se já não importam as vontades,                      Se esse grandioso e ínfimo silêncio- é adeus.
Se, no final, nada valeu a pena                                De saudades, chegadas e tantas partidas.
Perdemos entristecidos essa parte pequena            Mais enfrentamos a distância, por nossas vidas!
Desse amontoado de circunstâncias e momentos     Que, não foram muitos e nem por pouco...
Guardaremos com carinho, assombros e contentos  Esse amor insepulto, num vento leve e louco ...
Para que possamos seguir em frente sem temer:      E amando sem medo de machucar um ou outro...
                                                                  - Silêncio -                                                                  

Adeus...

terça-feira, 4 de março de 2014

Sobre a solidão no começo, da dor no meio e o final entre nós dois é um só...

Eu não temia a escuridão que escorria entre nós dois,
Mas isso foi antes. E da escuridão fizeram-se dois sóis.
Assim cresceu dançando de saudades...
Um universo com nebulosas brilhantes. E essas luzinhas
 São coisas com a luz própria. Assim, era tu que tinhas,

Nesse corpo brilhante, danças de tonalidades e sabias,
Pois ao falar contigo, a luz voltava e rebatia, em linhas
Que exploravam tão estranhas essa imensidão
Entre duas coisas que precisam ser um só. Eu já vinha
Mas tu ficavas, ninguém se encontrava, essa falta: ardia.

Pois esses dois sóis existiam separados. Assim, sou só,
Com um sol no céu e outro no peito. Para de pó em pó,
Fazer um deserto de coisas tristes...
E viver a fim de escalar essa montanha de coisas mortas,
Bebendo as próprias lágrimas, engolindo as tantas horas,

Que ao anoitecer, o sol é um vaga-lume. Quando é noite,
Esse sol secreto, amanhece do meu peito e com um açoite
A dor faz-se no céu a paixão entre nós dois... Explode!
Desse peito aberto, a solidão faz parecer, que tanto amor,
Que tanta saudade já não é quase nada. E escute o rumor

Dos ecos de coisas mortas, das faltas e entenda o absurdo
Disso tudo: é que te amo mas sou só.... Perdido, tão mudo,
Enclausurado num silêncio, turvo de empoeiradas culpas!
E não importa o quanto eu tente, aquilo que ergui por nós,
Tornou-se o monumento à nossa separação. E logo após....

Na curva onde dois impossíveis se encontram dois mundos nascem. Nesse lugar, onde dois sóis coexistem mas não se tocam, nem o calor se encontra e nem o brilho de qualquer coisinha namora, nessa intercessão encontrarás esse sonho que sonhamos ao mesmo tempo, mas que dele sempre despertaremos separados. Eu te amo, mas estou cansado de lutar uma guerra contra aquilo que não pode morrer, já que sou tão mortal e findo.








domingo, 2 de março de 2014

Odeio e a amo. Fique comigo e soframos...



O medo de perder a vida é uma faca fria no peito. E a minha vida é você.
Sei que não vou morrer se não respirar do seu ar,
Nem vou empalidecer se não me banhar no brilho dos teu olhos.
Mas eu quero morrer sufocado... E eu quero cair e murchar...
Pois o melhor em mim é o que irradia de volta para você, meu amor.
Sem você, o tempo é uma pena e estar preso ao corpo minha punição.
E tudo que não é de você em mim, faz parte de uma cápsula para o vazio.
O meu coração é um músculo, e só isso, oco, mas preenchido de algo
Que flui, quente e sagrado, meu amor. Isso sim, tem tanto de nós dois.
Queria transfundir o melhor de mim para você, mas não tenho nada de bom.
Mas a vida que em mim fluía, fluía só contigo... E agora?
O fluir se tornou um deslocar de futilidades. E podendo ser gentil, sou mal.
A culpa, ai, a culpa... Talvez seja a pior parte.
- Pois eu te amo... Mas te trato como se odiasse...
E já não posso mais deixar os meus sentimentos fluírem, pois eles queimam.
Principalmente a raiva... Que é ao mesmo tempo: Solidão e medo.
Não sei o porquê, mas sinto e sofro. Não sozinho, bem sei... Você sofre comigo.
Talvez, eu seja apenas um idiota vingativo, querendo roubar a tua felicidade
Por saber que dessa felicidade, parte alguma pude te dar... Só o pior...
E sei, que não a mereço, nada mesmo. Se não um adeus...
Mas não quero que você me dê... Já tivemos nossa cota de "adeus" e "nunca mais"...

Eu deveria saber... Que somos:
Antes e depois do sempre.
E já sei:
Que quero a eternidade só contigo...
Mas devo aprender a matar o que existe de pior em mim,
Pois isso, que faz parte de mim não merece fazer parte de nós dois...
Quero fechar os meus braços em volta do teu corpo,
Quero que você sinta que abraço-te como se abraçasse o universo todo.
Mas você não sente... Pois a minha força é irada, e a dor é sôfrega além de tudo,
E o universo que abraço, é um universo de saudades, de maldade e adeus...


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Antes e depois do sempre

... Sonhou com ela. Sonhou...

Viu cores sonhadas, pintadas num mar lívido de saudades,
Das sensações inexplicáveis e memorias de sonhos simples,
Ao acordar percebeu que ela sempre esteve ao seu lado.
Por ela abraçou o mundo, mas perdeu a si mesmo.

... Os dias são tenebrosos e as noites desesperadas, mas eles caminham juntos,
Porém, separados... Entre os dois existem milhares de kilômetros e desertos
Que outrora, os dois caminhavam até de olhos fechados, confiando um no outro.
Mas existe um silêncio profundo, e sofrem amando-se mesmo separados.

E os caminhos tenebrosos são estranhos e dormir é só mais uma forma de desespero cansado,
Acompanhados pelas sombras das coisas impossíveis, mas agudas e reais.
Eles dormem e sonham, sem descanso - Sofrendo cada minuto de espera, daquilo que jamais
Vai chegar... " Eu te amo, antes e depois do sempre".










segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Dormir? Só marca uma hora.

Os pesares apostam corrida,
Na madrugada todinha, o escuro
Nunca fica vazio, tem tristeza do mundo todo.

E nessas vias escuras de frio,
Só a tristeza ganha o que pediu.
Só eu que perco. O sono, mas não a vida.

Maldita noite, Sono cego.
Nesse escuro tem tristeza pra todo lado,
Custa pedir informação?

Pode vir até com pesadelo,
Só queria dormir,
Dormir para sempre, sonhar jamais.

Não sei nem pra que respirar.
Se tem tanta dor, não deve ser o fim,
Só o começo de alguma piada. Pera, é só a vida!

Conversa imaginada das coisas que penso mas não digo.

Caminho como quem busca em ti algo que perdeu,
Pois só das alegrias que quis ter, essas nunca foram minhas.

Justamente.

O coração que te dei, vive como oque morreu
Pelas saudades, que já são tantas - E advinhas...

Eu te amo sinceramente.

Mas te amo, e mesmo que você não quisesse,
Te amaria! E sou feliz, sim, você me quer!

E entristecido, mas felizmente

Te fiz minha, menininha, e se soubesse
Como sussurro o teu nome, te faria dizer:

" Eu também te amo"?

Esse meu coração que é teu
Bate como um coração fantasma

Sente?

Tão pertinho do seu.
Podem dois seres terem a mesma alma?

Não sei.

Mas se pudesse,
Com certeza, amor, nós teríamos.











segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pq eu amo jogar RPG? World of Darkness


Os seus olhos enxergam o reino das possibilidades, suportam, observam e esperam impaciente as miríades do tempo na comunhão da Grande Intensão. Independente do que diz, seria ele anjo ou um tipo de demônio? Então, seja oque ele for, é antes de tudo um observador.

                                                   Das origens de Rasga-Céu


Alasca, 23 de dezembro, 1989, o petroleiro Exxon Valdez chocou-se com um recife no sul do Alasca, causando um gigantesco vazamento de petróleo, de mais de 40 milhões de galões de petróleo cru, ao oceano, poluindo praias e destruindo o ecossistema local. Esse acontecimento será sempre lembrado como a derrocada da Guerra Ardente em Fox Paradise, como era chamado pelos hominídeos o maior Caern do Alasca, um paraíso de sabedoria e contemplação, lar de muitos garous com inclinações mais pacíficas e de exilados em busca de paz. O acidente foi considerado um ataque direto advento da invasão da weaver no território, oque pôs muitas tribos relutantes ao lado dos Garras Vermelhas, esse evento é conhecido nos registros como a Marcha Negra, quando a Serpente Akutan, espírito da Ilha de Akutanax das águas frias e serenas foi maculada e levada a loucura ao ver todo o seu reino pervertido, ora, a serpente se levantou como um onda e agarrou-se as praias e riscou o solo de óleo, a sua fúria tornou-se incandescente tanto quanto sem sentido e vestida das próprias chamas vomitava óleo e uma fumaça poluída.

Na tentativa de traze-la a sanidade quatro garous anciões ficaram para trás, foram eles conhecidos como os Quatro Espíritos de Fogo, pois eles dominavam o ritual ancião do Fogo Secreto, um ritual para calar as chamas mais quentes, para esfriar a ira mais profunda e trazer luz a mente mais transtornada e já haviam salvo todas as Ilhas Fox quando em 1879 o Monte Akutan entrou em erupção. São, não por importância, assim em ordem por queda e renome: Jasper " O-Que-Escuta-e-Cura" Seward( Ragabash, um Filho de Gaia), Dobra-Montanhas ( Theurge, um Garra Vermelha), Tarja "Estrela-Entre-Nós" Bordello ( Filodox, uma Presa de Prata) e Fawel " Ri-para-a-Morte" Delong ( Aurhon, um impuro Roedor de Ossos).  

Ora, e diz-se que partiram sem olhar para trás, perseguindo a escuridão que se aproximava, encontraram a Serpente Akutan a meio caminho do caern, pois a pureza de Gaia que resplandecia e exalava ferindo as suas narinas ofídicas, beliscando o coração com ira, e com ira ela seguia cega, das suas narinas expelia fumaça e mácula cáustica que subia gelada e fazia pingar ácido do céu, escurecendo o seu caminho, pois o vento tentava respirar inutilmente a podridão para fora das avenidas dos céus, e tudo oq  era tocado era maculado enquanto morria. Então, os Quatro Espíritos de Fogo armaram uma emboscada, ergueram pilares de terra feitos do carvão mais puro, sangraram por prata e garras , cantaram sobre o Fogo Secreto chamando como antigos amigos do seu próprio nome, pois o Fogo Secreto existe ao mesmo tempo em tudo que vive, então veio sem demora buscando a oferta que cantavam, sobre o calor da fúria no sangue acentral que escorria e o carvão para saciar-se, o ritual começou mas não poderia ser concluído ainda faltava a Serpente e os Quatro estavam atados ao frenesi e rasgavam-se quebrando adagas rituais e arranhando os próprios ossos em um tipo de ira mais profunda e mais implacável do que a própria loucura da wyrm, no entanto, verdejante de vida como uma árvore de carvão imperecível com folhas em chamas e orvalho de rocha líquida no interior de cada ser.  

A Serpente subiu atraída pelo calor invisível que tomava o ar um verão instantâneo de pureza. Avançando insana contra os quatro garous viu-se presa nos pilares, que não se quebravam nem por força, nem por grande vontade, e vomitou fumaça cáustica contra Jasper O-que-Escura-e-Cura, Senhor do Esculápio, que morreu dolorosamente em na poça da própria pele cuspindo no sangue os pulmões queimados, a Serpente riu e bafou palavras rústicas em um dialeto raivoso: " A minha dor tornou-se assim, a morte, pois enquanto eu só tinha escuridão, ouvi sobre salvação e cura pela vingança agora a escuridão não arde mais, oq aqueceu afinal? Todo o meu corpo no frio e no calor, ao mesmo tempo, sem padecer nem por um nem pelo outro.", batendo incontrolavelmente contra os pilares, que pela sua loucura começaram a ceder então viu-se presa, o seu pescoço estava sendo esmagado como que por um aríete sentindo o peso da terra dividindo as suas entranhas sem perdão, e teve medo. Era o poderoso Dobra-Montanhas, vindo em fúria ao ver o companheiro ser assassinado, conquistador das Correntes da Terra, um fetiche feito das Clavículas de Gorgoroth o Dragão da Wyrm, dando-lhe o poder de segurar uma montanha toda nas costas e assim o fez, com poder extremo, tão imenso quanto curto não perdurou por mais do que heroicos segundos, pois o óleo poluído que escorria pela Serpente maculou o seu corpo, tirando a pele dos músculos e absorvendo-o finalmente, quando as suas forças falharam, gritou antes de ser consumido.

Ora, o grito de Dobra-Montanha virou o de Akutan, e ela estava mais fisicamente poderosa do que nunca com o poder das Correntes da Terra, então partiu com facilidade o carvão e sorriu triunfante, só para se deparar com Tarja Estrela-entre-nós que se lançava com as presas e garras à mostra, e o seu hálito tinha o ardor de Hélios, as feridas cobradas pelo ritual cauterizavam pelo calor das próprias garras e o seu pelo brilhava como o sol, e tão linda quanto fatal ela se inclinou como uma tempestade de garras contra Akutan. O óleo que protegia Akutan era raspado das suas escamas e a sua pele feito um fruto podre era posta para fora, uma segunda dor tão aguda quanto as garras de Tarja fez a Serpente gritar. Cega de um dos olhos. Acuada. Era o seu fim. Pois Fawel " Ri-para-a-Morte", sorrindo como sempre, apareceu segurando nas suas garras uma papa negra que outra hora era a órbita ocular de Akutan, mas a mácula não o feria, nem dor alguma, pois a Chama Secreta atuava sobre ele. E muitos se perguntaram como um impuro, pequeno e deformado poderia fazer parte de algo tão sublime como a matilha dos Espíritos de Fogo, pois somente ele tinha o segredo para entender verdadeiramente o Fogo Secreto, somente ele, desprezado por nascença e por condição poderia saber, nele ardia a ira mais profunda, o desejo de sobrevivência mais implacável e a luz inexpugnável do Fogo Secreto. 

Eis que a Serpente Akutan no seu desespero vomitou todo o conteúdo do seu interior. Ora, por todo esse tempo ela carregava a verdadeira mácula e digeria para receber o poder nefasto, o vale se inundou de óleo e Tarja foi arrastada, Akutan pareceu diminuir enquanto vomitava, o carvão que servia de barreira se incandesceu em uma vertigem de fogo, as labaredas consumiram o óleo e o vale ardeu uma explosão assustadora. E por alguns segundos o vale virou um inferno. E no momento certo tudo se concluiu. Uma chuva caiu instantaneamente, como que abraçando a terra e cuidando das suas feridas, nela sentiu-se a presença de Jasper O-que-Escuta-e-Cura, a terra se movimentou e feridas se fecharam, a sua presença cessou-se na renovação. Um vento suave dissolveu as chamas, impertinente e súbito, como as palavras de Dobra-Montanhas, mas cheio de compaixão, o clima tornou-se agradável e plantas crescem sobre a pedra como se nada tivesse jamais acontecido, permanecendo tão inalterado como outrora, deixando intocado,  as palavras cessam. Tarja, a Estrela-Entre-Nós, é encontrada alguns metros, sob uma árvore, no entanto já não vive, os seus pelos podem ter protegido o corpo, as suas feridas curadas, e o seu corpo parece limpo de cicatrizes, mas a inundação foi o seu fim, a brutalidade do ataque a afogou e queimou o seu corpo por dentro, mas o brilho da sua pelagem límpida foi absorvida pela árvore que passou a brilhar calmamente a partir daquele momento, tornando-se um sol morno durante as noites, com o caule quente e de folhagem nobre, sendo nomeada de A-Estrela-que-permaneceu-entre-nós.

E o quarto nome? E lá nunca mais foi visto, no entanto, ele não morreu, pois o seu nome reapareceu nas notícias trazidas pelos Peregrinos Silenciosos, mas até hoje ele não retornou. E o sítio da Guerra Ardente se tornou uma parte abençoada do Caern que prosperou, as suas fronteiras cresceram, seu poder aumentou e foi belo enquanto durou. A Serpente foi purificada e escorreu em forma de chuva sobre a Ilha de Akutanax curando o dano que causara durante a Marcha Negra , dando ânimo aos que tentavam salvar a ilha do desastre de óleo e tornou-se assim novamente serena e quieta, agora vivendo mais poderosa que nunca com a Corrente da Terra no seu pescoço e o Fogo Secreto arde através da sua pele, pois a Chama Secreta não destrói, ela não condena, trás vida para ao desesperado que estiver pronto pare sentir o seu calor.