terça-feira, 30 de março de 2010

O vinho é o espelho da alma


"Sentei-me no horizonte Para conversar com as estrelas - Águas calmas, águas profundas! Disseram a mim algumas." E eu já dormia, Enquanto o Sol aparecia, O céu era uma precipitação de luzes...


- Aes formae speculum est, vinum mentis.

domingo, 28 de março de 2010

Umbral


Engraçado... passei tanto tempo na escuridão que os meus olhos se deslumbram com a luz fugidia... Quem dera não afunilar as minhas mentiras nas doces verdades que tanto procuro, gostaria de compreender a plenitude do Vazio e ter o poder de fragmentar o meu Ego...


- Sana me, Domine, quoniam conturbata sunt ossa mea.

-Curai-me, Senhor, pois os meus ossos estão contorcidos de dor.

segunda-feira, 22 de março de 2010



Engraçado.... Recomendo uma música: Time is runing out - Muse

Estou sentado, como sempre só, cercado por uma sala vazia, e nestas horas solitárias, pudico e introspectivo, cativo e imerso em uma névoa azeda do bom e velho pessimismo filosófico, empreendo outra inútil escrita, que não possui nada de imperdível, que não seja esta minha divertida explosão inútil de inspiração, podemos chamar também de ócio produtivo, a letargia é uma das premissas em que se sustenta toda a minha “ escola filosófica”, vide: Inércia Existencial, nome bonitinho, porém tolo, apenas mais uma das minhastolas brincadeiras, e são nestes momentos em que as minhas mãos dançam uma balada visceral de tac-tac no teclado empoeirado que busco um assunto tosco para desenvolver... Enfim.. Deixe-me pensar... “ Saca só”, Para que a nulidade dos meus leitores inexistentes possam compreender as minhas tolices explicarei um pouco sobre esta minha “ escola filosófica”( assim poderei fazer vários trocadalhos futuros), a premissa da Inércia Existencial se sustenta na corroboração de que a consciência desenvolve liberdade e as condições suficientes para surportar todas as implicações que a liberdade acarreta, veja bem, a liberdade neste meu sentido significa: “a capacidade de compreender a própia condição, para que assim seja capaz de utilizar as própias potencialidades com pertinência à situação, tendo consciência das implicações dos própios atos no mundo e além da realidade experimentável imediata, tendo em vista a mutabilidade inerente do mundo e a sua taxa de responsabilidade por cada partícula de matéria do Universo”, creio que este conceito de Liberdade pareça a muitos uma outra tolice salgada ou mesmo baboseira oriental, mais por incrível que pareça, o Giorgio, em toda a sua sagacidade e aparente niilismo, realmente assume este posicionamento sobre a realidade, tanto que a “escolinha” sai do seu âmbito simples e óbvio irônico e passa a ganhar densidade, afinal, realmente creio que toda ação, seja ela em que plano for, mental ou físico, possue a sua valência e constrói o Universo, em todas as suas dimensões metafísicas.
- Um Sábio não pensa, ele Visualiza, um Mago não fala, ele Cria.

Em outro post responderei a pergunta : Por que, cargas d'água, "Inércia Existencial"?

Sup, Agora vou jogar Dota (6)

domingo, 21 de março de 2010

Ensaio sobre o suicidio


Engraçado... Recomendo que antes ler escute esta música: Dust in the wind( vide o link Youtube)

Escrevi uma carta pequena, com menos de 2 páginas, uma carta endereçada à minha vida, uma última carta, uma carta que conteria plenamente todos os consequentes que implicam em uma avaliação psicológica onde se diria que contém os termos que qualificam, qualificação dramática na minha opnião, como uma “ carta suicida”.

Pensei que a vida não caberia naquelas palavras, os meus olhos choraram lágrimas, daquelas lágrimas cansadas, lágrimas estas que escorreram por um rosto sóbrio e são que para alguns seria um rosto comum, até um rosto feliz, como uma máscara de bronze, um rosto pesado, estático por uma força que falha a cada instante e são nestes falhos instantes que as lágrimas cansadas quedam, pois bem... Nesta minha pequena carta endereçada a uma forma ideal, vide “ vida”, não seria capaz de conter ou mesmo transpassar toda a minha dor ou mesmo descrever o frio que sinto no peito, que é uma mistura de grito contido com uma pitada de desesperança com flocos de outorgado silêncio e um toque final de desespero, ou mesmo solidão, ou o gosto amargo de pensar que suportei 19 anos disto, para alguns a solidão é um motivo tolo para se matar ou mesmo que sou jovem em demasia para agir tão precipitadamente, não se esqueça, o meu Ego é um rutilante passo em falso nessa precipitação de circunstâncias e a mocidade que persiste em ludibriar ao obsservador não passa de um reflexo da minha condição humana que não se esgota em um sentido mensurável, não podendo ser compreendido fora de uma metafísica que aceite a “Alma”.

Não escrevo tristemente, nem digo para aqueles desesperados, que pensam compreender o que sinto, que o suicídio é a solução para uma vida de desesperança. O suicídio é o caminho mais seguro e rápido para um tormento secular, para aqueles Egos humanos que não compreedem a própia mesquinharia, não espero um céu de ouro ou mesmo o tormento infinito cristão, aceito este caminho pois aceito lucidamente as suas implicações, mais 70 anos de tormento, onde a minha carne apodrecerá, onde o meu espírito, que persiste em pensar que ainda está vivo sentirá fome e sede, lutarei para sentir menos dor, em meio a milhares de outros seres que em sua agonia tentam causar dor e mágoas maiores do que as própias como que uma saída para o própio tormento, quem sabe, eu arda em um planeta gasoso durante todo este tempo, ou mesmo que a super gravidade de um astro me esmague durante todo este tempo... enfim, o meu karma seria suportar o sofrimento, aceitar a escuridão que fulgura neste arco-íris de cores invertidas que só eu sinto, que só eu vejo... Mas não aguento... Atenho-me a cada momento feliz, a cada carinho, a cada “ eu te amo, Giorgio” como o andarilho que vaga sozinho em um deserto escaldante, que viu na amizade o remédio momentâneo para uma sanidade constipada, enfim... Obrigado meus amigos, não existe dor que resista ao paraíso que vocês me proporcionaram.

Enfim( novamente), pularei metade da carta que não possue nada que seja realmente memorável ou digno de reconhecimento, esta última parte irá para os meus familiares terrestres, que tentaram criar um ambiente seguro e saudável para a minha estada nestes curtos e sofridos 19 anos, não existe palavra que defina o que sinto que não seja um aparentemente simples: Obrigado. Creio que tive nesta vida muito mais do que mereço, realmente, creio que faltei com abraços, carinhos e preocupação, tomei tudo e possivelmente destrui as suas vidas, não pedirei perdão agora, nos encontraremos mais tarde e conversaremos tudo o que temos que conversar, estaremos livres do pesado Ego, adeus.

Eu gostaria de contar todas as pessoas que amo, mas seria inútil realmente, amo às almas, aquilo que realmente são, um nome não pode conter toda a expressão singular da maravilha que vocês construíram, sem perceber, para o meu coração, então... meu irmão de outras vidas: Renato( nem sabes como me tiravas da escuridão, salvastes a minha vida milhares de vezes, sou infitamente grato, nem sei como pude encontrar alguém como você, que mesmo sendo um bobo às vezes trás brilho, um brilho humilde, daqueles que merecem palmas sem querer); o amor da minha vida e todos os tempos: Jakeline( desculpa ir primeiro... mais estarei te esperando, ficaremos juntos novamente, para sempre, não poderei te acompanhar nesta vida, estarei pagando a minha penitência, mas te amando, sempre); a minha amada amiga: Denise( o mundo brilha profundamente perto de ti,desculpa entrar na tua vida assim... desculpa, por favor, não ser capaz de te confortar como você me confortava, de te fazer feliz como você me fez, desculpa ir embora, desculpa ter dito adeus); meus amados pais: Antônia e Erivaldo( obrigado...obrigado, obrigado, obrigado, por todo o amor, por todo o carinho, por toda a preocupação, obrigado, mil vez obrigado, desculpa não ter dito isso quando pude, desculpa correr dos seus abraços, desculpa as minhas ofensas, desculpa por tudo).

Adeus, Giorgio A. Hayden

PS: Morro, não em ódio, apenas pela dor, mais a dor, diferente do amor, não dura para sempre.

sexta-feira, 19 de março de 2010

- Sem título-


Um poema antigo....


Causa alguma,deste adagio,

O Mundo ouve e obscura

No torpor,cego e frágil.

Expande-se ,rasga e perfura.

Pergunta : há razão?nenhuma!

Vide esta dor aguda

Sem diagnóstico,causa alguma.

Sangrando,lascinante e afunda.

A artéria é gelada- Sem linguagem,

Não bate este sofrido muscolo oco.

E falhando a própia coragem,

Leva da vida somente um pouco.

Estando vivo, parece morto.

Sempre aturdido,e alquebrando

Sobre os propios pés.

Corre os olhos,absorto,

Entre as mãos re-memorando

A posse do própio Revés.

Quem sabe busca uma resposta

Para o própio desgosto.

Sangra cada nota,

Sola Adagio ao pranto exposto.


As Estrelas e o passado dos seus amantes


Seja bem vindo, Capricórnio... Conte-me a tua história, estamos no Abyssum, o Tempo não existe, conte-me a tua história, pois a realidade experimentável não existe, conte-me a tua história, o vir-a-ser é o Karmago e a procela que dos imemoráveis tempos da tua glória à imaginação atiça, ó, fascinante ser, conte-me a tua história.

- Muito antes da Humanidade, nadei nos oceanos, até o mais fundo abismo, nadei no fluir das pressões insuportáveis e no vir-e-vir tectônico do Mundo, subi todas as montanhas, baixas ou altas, lisas ou ásperas, além dos mais profundos aos mais rasos precipícios, até que em um último salto pude alcançar as estrelas e hoje sou o arquétipo de Capricornus, quando jovem, ainda contido na dimensão dos elementos que eram comuns à minha essência, sonhei com as dimensões incomensuráveis do Tamanho que contém o Infinito, uma aventura sem fim, Universo adentro, e outrora acreditei conter também todo o infinitesimal do sonho que era compreender o Logos pelo pedaço de todo o Universo, e amando à própia busca, deixei um mundo de águas calmas, quente e seguras, fui puxado até o fundo do oceano e arrastado por correntezas perigosas, cruzei os picos como lanças, atravessei escudos de montanhas, até as mais longíquas pedreiras, onde descansam conrois de gigantes, eternos cavaleiros com as lanças apontadas da crosta terrestre ao céu, e no maior precipício, precipício este que a geografia ignora, onde fora travada a minha maior batalha e quando tudo parecia perdido vi lá do fundo uma única estrela solitária, brilhando com todas as as forças à luz do dia... E agora sabes do resto, enfim, sou o vitoriso, subi até as estrelas, as dimensões que antes continham os meu sonho e fazia pesar o mundo agora tornou-se pequeno demais para sonhos que como o Tamanho, contém o Infinito.

terça-feira, 16 de março de 2010

Um primeiro momento.


Estou sentado em um sala vazia, escura, as janelas empoeiradas, com teias e aranhas antigas empoleiradas nos seus cantos com os vidros abertos por descaso, o frio chama os mosquistos e o calor momentâneo do meu sangue convida-os ao festim, e as aranhas, anrigas aranhas, ainda estão empoleiradas esperando as presas. A aula ainda não começou, o meu pessimismo filosófico me põe no caminho do ódio velado. Pela primeira vez odeio sem sentir tristeza, odeio o modo como tudo parece vazio sem você, como as cores ficaram sépia, pior do que preto e branco é este marrom seco ou este esgoto amarelado, quero sair e respirar ar puro, mas o local de onde desejo sair se chama Mundo, olho para as folhas e desejo ter coragem, vou conseguir, sempre quis, não existem caminhos fáceis, às vezes descemos rápido demais, acho que não estou preparado, por isso irei retornar, já tive a oportunidade de presenciar o umbral, é horrível, mas prefiro que seja assim, quando morrer quero que todos os meus orgãos sejam doados, o resto, tanto faz enterre ou jogue no lixo não precisarei mais.
Conheço uma música, chama-se Gorod da Akvarium, recomendo...

Não posso descrever-te a dor, a minha especialidade é apenas senti-la.


Esperança.... Não sabes, talvez, mas o mundo como que se tornando apenas uma superfície reflectora torna-se plano de fundo para ti, pois já perdi a esperança, já te perdi, e o mundo como uma superfície reflectora morreu. "Adeus"- Não existe abstracção tão sólida quanto a ausência implícita nesta palavra, não como um faltante, mas sim como uma cadência, uma queda, uma escada até o porão. " Desespero"- Foi o que senti, como a sensação de um passo em falso na escuridão, o pé afundou no que era sólido e parecia ser chão, desespero, é cair e não ter onde se segurar, desespero é querer e não ter mais ninguém para chamar, desespero, é gritar o único nome que não se poderia dizer, o único que não nome que não quer se ouvir, o único nome que não irá retornar e desespero é ter medo do único destino óbvio, o fim, a queda do céu ao chão. Quando o corpo vibra tão absurdamente baixo que a realidade experimentável é uma conjunção de pestilência e o comum e rotineiro. Quando o corpo não passa de um pedaço de carne que dói, o espírito fica preso, se confunde ao respirar, quer gritar, quer sentir ódio, precisa se mutilar, qualquer coisa para fazer a dor parar. Ser uma falta, dizer adeus para o desespero é tornar-se desespero e ser um abismo, para cair em si... "A quem interessar... O mundo é negro, cercado por um odor de decomposição, nada mais faz sentido, antes, manter-se ocupado era o suficiente para parar de sentir a totalidade dessa dor, que esmaga o coração, que afunila os sentidos em uma contradição: ' Este é o momento de maior sofrimento, não suporto mais.' Isso tudo para perceber que a dor apenas aumenta, o sofrimento é um momento sustenido de calamidade quando o Ego se desfaz em uma implosão negra de dor, o corpo se contorce na cama, a voz não sai... a dor não para, pois isto é vácuo, um volume que me contém de ausência de matéria e energia em no espaço." ***Terraço*** - Engraçado, eu tinha medo das alturas, mas o mundo é tão pequeno daqui de cima, acho que sempre soube... que as alturas seriam o caminho para quebrar o meu corpo, a chave para a minha libertação, por isso temia. Depois de 3 passos, aqui nessa ponta, a coragem falha, não é difícil Giorgio, apenas se empurre, sinta a queda e guarde a sensação, tudo terminará em alguns segundos, crie uma música sobre como foi cair durante 19 anos, escreva uma canção que comece com Esperança, continue com um Adeus, que desemboca em um Desespero oceânico e termine assim. Então... Caí.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Abraços e Eclipses


Tornando-me quem sou- Conosco, o ‘’nós’’,

Amo-te; mesmo juntos estamos sós.

Na solidão de nossos braços- mentiremos em beijos mais.

E os sonhos,por alguns segundos-são reais.