domingo, 2 de março de 2014

Odeio e a amo. Fique comigo e soframos...



O medo de perder a vida é uma faca fria no peito. E a minha vida é você.
Sei que não vou morrer se não respirar do seu ar,
Nem vou empalidecer se não me banhar no brilho dos teu olhos.
Mas eu quero morrer sufocado... E eu quero cair e murchar...
Pois o melhor em mim é o que irradia de volta para você, meu amor.
Sem você, o tempo é uma pena e estar preso ao corpo minha punição.
E tudo que não é de você em mim, faz parte de uma cápsula para o vazio.
O meu coração é um músculo, e só isso, oco, mas preenchido de algo
Que flui, quente e sagrado, meu amor. Isso sim, tem tanto de nós dois.
Queria transfundir o melhor de mim para você, mas não tenho nada de bom.
Mas a vida que em mim fluía, fluía só contigo... E agora?
O fluir se tornou um deslocar de futilidades. E podendo ser gentil, sou mal.
A culpa, ai, a culpa... Talvez seja a pior parte.
- Pois eu te amo... Mas te trato como se odiasse...
E já não posso mais deixar os meus sentimentos fluírem, pois eles queimam.
Principalmente a raiva... Que é ao mesmo tempo: Solidão e medo.
Não sei o porquê, mas sinto e sofro. Não sozinho, bem sei... Você sofre comigo.
Talvez, eu seja apenas um idiota vingativo, querendo roubar a tua felicidade
Por saber que dessa felicidade, parte alguma pude te dar... Só o pior...
E sei, que não a mereço, nada mesmo. Se não um adeus...
Mas não quero que você me dê... Já tivemos nossa cota de "adeus" e "nunca mais"...

Eu deveria saber... Que somos:
Antes e depois do sempre.
E já sei:
Que quero a eternidade só contigo...
Mas devo aprender a matar o que existe de pior em mim,
Pois isso, que faz parte de mim não merece fazer parte de nós dois...
Quero fechar os meus braços em volta do teu corpo,
Quero que você sinta que abraço-te como se abraçasse o universo todo.
Mas você não sente... Pois a minha força é irada, e a dor é sôfrega além de tudo,
E o universo que abraço, é um universo de saudades, de maldade e adeus...


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