sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Silêncio sem sentido, para todos os lados, com qualquer um

O meu silêncio é a desesperança de quem já não precisa mais das palavras, pois os pensamentos não importam, quando penso que você já não se importa mais.
O meu fatalismo é uma esperança desesperada, a perversão de uma vida que se cansou de pensar em alegria qualquer que não tivesse um custo exorbitantemente impagável.
Os meus olhos vazios são feitos para ti, para serem como o vazio entre nós dois, um horizonte silencioso para um sol que se pôs num oceano de ceticismo.
A minha dor é apenas como o último espasmo de um corpo moribundo que se ilude com pontadas de sensações vagas, a alma se rasgou aqui dentro, e essa dor foi a única coisa real de tudo isso.
E o sentido em tudo está muito além da sanidade, a tua vida toda foi um amontoado de futilidades, a importância dada ao que com tanta importância gasta de pouca importância lhe fazia valia alguma.
O meu silêncio é desesperado, uma emergência fatalista sem alegria, com olhos vazios para um corpo que de dolorosas mágoas sofre tanto, sem sentido algum.

A dor preenche oque o amor faz vazio.

Um comentário:

Guilherme Eurípedes disse...

Nossa... Gostei muito dessa sua poesia... Chega fundo.