sábado, 16 de abril de 2011

Veias rompidas, humilhação em pulsos cortados.


Só queria saber, por mais quanto tempo...

Chove, água do céu que é alijada.
Antes fossem trocadas por doces - E lágrimas
Fossem pagas - Por quantidade menor de dor,
E em abundante quantidade, menos mágoas.

Mas pedindo tanto,
A quem pouco pode, mesmo se quisesse,
Implorei imensidão
De que nem um grão apoucar-se pode.

E contei com fome, enclaustro em obscenidades- Sórdidos
Kilômetros por distâncias- e passo frugamente enledado.
Permito, à tua falta em gota-gota
Do meu sangue que é pingado
Que para o chão se desperdiça, desperdiçar-se de mim calado.

Faltando para o coração oque é de mais sagrado,
Com a alma do corpo se afrouxando.
Contei a tua falta, desejando
Jorrar a minha alma por vezes torpes
E no fim milhares de rápidas mortes.

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