quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nos sonhos, cores inventadas são reais.


Naquele dia, sob um sol atrás do anil de céu sangrado,
Fizemos as árvores suspirarem, como nunca suspiraram antes.
E a grama empalideceu, eram cristais de diamantes que cresceram lívidos,
No sonho sobrenatural em que te pedi para ser minha...

Menininha perdida...

Que se desfez em uma nuvem de borboletas pálidas,
E morreram todas de uma vez, por todas as direções. Espalharam-se,

Procurando por todos os caminhos um lugar para chamar de lar.
É meu coração, aqui está! e a estrada de trilha sutil é calma. Basta dizer sim.

E eu te amo, muitas vezes.


Não se esqueça de fechar os olhos, e sentir os meus lábios nos teus
Quando as pétalas da flor do amanhecer beijarem o teu rosto...

Vamos escolher uma data aleatória, dizer que este é o nosso dia especial,

Vamos fazer loucuras das mais sensatas emoções!


Que tal irmos para um hotel de uma cidade fictícia e ficarmos lá, juntos,

Até esquecermos de onde viemos, sem pensar para onde vamos?

Você suspira que quer morrer, alivio o teu peso, carregando-te nos meus braços.

Entre nos meus sonhos, vamos modelar novas constelações, brincar com as estrelas.


Desenhe comigo, vamos misturar as tintas que pintam o mar e o crepúsculo,

Nos nossos sonhos, a luz que precede o alvorecer será roxa.

Perfeita, de anil e vermelho-sangue, as cores silenciosas de céu e mar.

Temos muitas eternidades diferentes, como os grãos de areia no fundo do oceano.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Odi et amo. quare id faciam, fortasse requiris? Nescio, sed fieri sentio et excrucior.

Ele a observava, com olhos sérios e uma aparente calma... O seu rosto era uma máscara de apatia, uma estátua com o espírito em ira fremente. "Odeio-te e amo-te, sofro!", sussurrou. A sua mão roçou o cabo da navalha. Ira emudecida, uma tempestade sutil. O coração que batia, como estilhaços de um templo de cristal partido , construído para alguém especial, a rainha errada talvez? Não o sabe.
Em bramir doloroso, ele sentiu, os estilhaços se entrechocarem e perfurarem a caixa toráxica, afundarem-se na pele e penetrar docemente nos ossos. Dolorosamente perpétuo.
E desejou, conheceu Desespero. Ele sonhou, amou a Morte. E qual o destino para aqueles que viraram servos da própia Destruição? E afundando-lhe a lâmina na carne, mergulhou o seu amor na escuridão da noite humana. Acordou. Era apenas um pesadelo, ou seria um agradável sonho?

Odeio e amo, porquê, perguntar-me-ás. Não o sei, mas é assim que o sinto e sofro.