sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Silêncio sem sentido, para todos os lados, com qualquer um

O meu silêncio é a desesperança de quem já não precisa mais das palavras, pois os pensamentos não importam, quando penso que você já não se importa mais.
O meu fatalismo é uma esperança desesperada, a perversão de uma vida que se cansou de pensar em alegria qualquer que não tivesse um custo exorbitantemente impagável.
Os meus olhos vazios são feitos para ti, para serem como o vazio entre nós dois, um horizonte silencioso para um sol que se pôs num oceano de ceticismo.
A minha dor é apenas como o último espasmo de um corpo moribundo que se ilude com pontadas de sensações vagas, a alma se rasgou aqui dentro, e essa dor foi a única coisa real de tudo isso.
E o sentido em tudo está muito além da sanidade, a tua vida toda foi um amontoado de futilidades, a importância dada ao que com tanta importância gasta de pouca importância lhe fazia valia alguma.
O meu silêncio é desesperado, uma emergência fatalista sem alegria, com olhos vazios para um corpo que de dolorosas mágoas sofre tanto, sem sentido algum.

A dor preenche oque o amor faz vazio.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nothing Else Matters



Gostaria de falar alguma coisa bonita, fazer ondas e floreios só para te impressionar, mais não vale a pena, então prefiro ser sincero, quando começares a ler, Dety, ponha "Nothing Else Matters" - Metallica. SUA LINDA. =p

Você poderia pedir para que eu te ame menos. Não o farei.
Para que eu tenha menos saudades. Não o farei.
Você poderia pedir para que eu deixasse de ser bobo. Não deixarei.
Para que eu te deixe só. Então, fingirei que não estou contigo, mas estarei.

Já não me importo em esperar por 5 ou 7 anos. Eu ficaria contigo mesmo que você gostasse de Callypso, mesmo que quisesse me arrastar para um show da Restart... eu ficaria puto, e pensaria duas vezes antes de dizer não. Se toda vez que eu me resignasse de tomar chá matte alguma coisa boa acontecesse contigo, com mais sede que um deserto pode causar, eu faria. Troco a saudade que for pela chance de te fazer feliz, e distância alguma importa. E é verdade, uso toda desculpa para falar algo bobo só para te fazer sorrir, pois eu já te acusei formalmente de ter um sorriso lindo, com olhos brilhantes e um jeito de menina tão fofo que rouba o meu coração sem perceber, sua cleptomaníaca cardiaca, e não adianta se fazer de inocente, você será condenada a todo tipo de abraços e beijos, pagando a indenização com mordidas. Nem adianta reclamar que eu te deixo sem jeito passando qualquer tipo de cantada que encontro por aew, como se a sua reclamação fosse mudar algo, não tenha esperança de ficar sem jeito perto de mim, nem que os meus olhos deixem de brilhar perto de ti, nem que eu me esqueça de te mimar nem de nada dessas viadagens de namorados apaixonados.

Ai-ai, Dety, sempre me surpreende, raramente encontrei meninas tão maravilhosamente fortes como você, eu gostaria de te pegar no colo e te carregar nos meus braços, sei que não precisas disso, que só me deixa ser tão bobo por carinho. Já se cansou d'eu te chamar de foda, neh, de vez em quando falas algumas coisas que me fazem querer te pedir em casamento, que surpreendem, ganhei na loteria das namoradas. Desculpa por não estar agora aí contigo, sei que você precisa de mim, às vezes pelo menos, e da mesma proximidade física que nos é furtada não padece a minha alma da tua, estamos próximos, você sabe disso. Só feche os olhos, meu amor. Estou contigo, em tudo oq nos lembra e principalmente naquilo que nos esquece. And nothing else matters.

A coisa mais fácil do mundo é te fazer uma declaração tola de amor, tudo oq preciso é ser tolamente sincero. E eu te amo... minha flor, meu amor, minha menina. Agora sorria um pouco, gatinha, e não precisa se apaixonar por mim novamente. " Gi, bobo" mimimi =p

sábado, 16 de abril de 2011

Veias rompidas, humilhação em pulsos cortados.


Só queria saber, por mais quanto tempo...

Chove, água do céu que é alijada.
Antes fossem trocadas por doces - E lágrimas
Fossem pagas - Por quantidade menor de dor,
E em abundante quantidade, menos mágoas.

Mas pedindo tanto,
A quem pouco pode, mesmo se quisesse,
Implorei imensidão
De que nem um grão apoucar-se pode.

E contei com fome, enclaustro em obscenidades- Sórdidos
Kilômetros por distâncias- e passo frugamente enledado.
Permito, à tua falta em gota-gota
Do meu sangue que é pingado
Que para o chão se desperdiça, desperdiçar-se de mim calado.

Faltando para o coração oque é de mais sagrado,
Com a alma do corpo se afrouxando.
Contei a tua falta, desejando
Jorrar a minha alma por vezes torpes
E no fim milhares de rápidas mortes.

domingo, 10 de abril de 2011

Saudades

Os trechos em inglês são de autoria de Eric Harris ( original: REB's words of wisdom )

''WHAT I DON'T SEE I DON'T KNOW''


Do tempo que eu não odiava,
Do tempo que qualquer quantidade de amor já era em demasia.


"WHAT I DON'T KNOW I DON'T WANT''

E eu não sabendo de ti não importava,
E das poucas vezes que quis, tristezas destas eram a maioria.

"WHAT I DON'T WANT I DON'T NEED''

Pois quando não a tinha, sonhei que precisava
Mas no fundo não te queria.

"WHAT I DON'T NEED I DON'T FEEL"

E quando a senti, jurou ser sempre a minha escrava,
Mesmo quando as palavras frias, que aqueciam em infâmia

"WHAT I DON'T FEEL I DON'T SAY'

Traduziram dores e pesares em prazeres profundos, contadas favas
De ferimentos pedidos, implorados e facécia.

'WHAT I DON'T SAY I DON'T DO'

Para os vários silêncios contados, que odiava,
Aos mais impuros segundos dispersados, dos suspiros se fazia.

"WHAT I DON'T DO I DON'T LIKE"

Daquilo que não se gosta, o brusco olhar de quem te adora se enlevava
E você que odeia tanto, mordidas e arranhões, a dor que te faz calar, a dor se esvaia.

"WHAT I DON'T LIKE I WASTE
"

Agora não penso em desisitir, se o teu sorriso, de tudo oq me faltava
Do mais sentido até o mais ignorado, desperdiçado foi o sonho que nada valia.



sábado, 5 de março de 2011



Quando as nossas mãos se entrelaçarem, pergunte-me: "você me ama?" ; " sentiu a minha falta?".
E responderei: Sim, para ambas, mais do que nunca, para as duas.

Sabe aqueles momentos silenciosos entre nós dois? Quando o seu corpo se encaixa perfeitamente no meu e nos sentirmos é tudo oque basta para o mundo ser uma abstração do que há de melhor, então, pergunte-me: " tens que ir?" ; " vai me esquecer?".

E responderei: Não, para ambas, jamais, para as duas.


Assim, amor, um supiro nunca foi tão significativo e o tempo nunca teve um efeito tão real e opressivo na carne.


Pois os teus beijos escorrem para os meus lábios, e lembro-me de mel. Docemente. Para me sussurrar uma promessa que nenhum de nós dois poderia cumprir, assim, então, pergunte-me: " por que me amas?" ; " não entendo, por quê tanto te amo? ".

E responderei: Porque é assim que tem que ser, para ambas, porquê não poderia ser diferente se somos apenas um para o outro.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nos sonhos, cores inventadas são reais.


Naquele dia, sob um sol atrás do anil de céu sangrado,
Fizemos as árvores suspirarem, como nunca suspiraram antes.
E a grama empalideceu, eram cristais de diamantes que cresceram lívidos,
No sonho sobrenatural em que te pedi para ser minha...

Menininha perdida...

Que se desfez em uma nuvem de borboletas pálidas,
E morreram todas de uma vez, por todas as direções. Espalharam-se,

Procurando por todos os caminhos um lugar para chamar de lar.
É meu coração, aqui está! e a estrada de trilha sutil é calma. Basta dizer sim.

E eu te amo, muitas vezes.


Não se esqueça de fechar os olhos, e sentir os meus lábios nos teus
Quando as pétalas da flor do amanhecer beijarem o teu rosto...

Vamos escolher uma data aleatória, dizer que este é o nosso dia especial,

Vamos fazer loucuras das mais sensatas emoções!


Que tal irmos para um hotel de uma cidade fictícia e ficarmos lá, juntos,

Até esquecermos de onde viemos, sem pensar para onde vamos?

Você suspira que quer morrer, alivio o teu peso, carregando-te nos meus braços.

Entre nos meus sonhos, vamos modelar novas constelações, brincar com as estrelas.


Desenhe comigo, vamos misturar as tintas que pintam o mar e o crepúsculo,

Nos nossos sonhos, a luz que precede o alvorecer será roxa.

Perfeita, de anil e vermelho-sangue, as cores silenciosas de céu e mar.

Temos muitas eternidades diferentes, como os grãos de areia no fundo do oceano.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Odi et amo. quare id faciam, fortasse requiris? Nescio, sed fieri sentio et excrucior.

Ele a observava, com olhos sérios e uma aparente calma... O seu rosto era uma máscara de apatia, uma estátua com o espírito em ira fremente. "Odeio-te e amo-te, sofro!", sussurrou. A sua mão roçou o cabo da navalha. Ira emudecida, uma tempestade sutil. O coração que batia, como estilhaços de um templo de cristal partido , construído para alguém especial, a rainha errada talvez? Não o sabe.
Em bramir doloroso, ele sentiu, os estilhaços se entrechocarem e perfurarem a caixa toráxica, afundarem-se na pele e penetrar docemente nos ossos. Dolorosamente perpétuo.
E desejou, conheceu Desespero. Ele sonhou, amou a Morte. E qual o destino para aqueles que viraram servos da própia Destruição? E afundando-lhe a lâmina na carne, mergulhou o seu amor na escuridão da noite humana. Acordou. Era apenas um pesadelo, ou seria um agradável sonho?

Odeio e amo, porquê, perguntar-me-ás. Não o sei, mas é assim que o sinto e sofro.