quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Separados


Entre escuridão e ermida - sonho profundamente
Com os olhos dela - nos meus lábios implorando
Entre trevas e luzes - para tentar calar o que resiste
Tentar calar - entre mordidas o que está desejando
Entre horizonte e silêncio - alienar-se ao tempo
A minha noite - a noite dela.

Com feixes quentes - amanhece em procela
Das distâncias errantes - encontram-se
No mesmo horizonte - dia com noite
Olhos desejosos - lábios desesperados!
Os meus desejos - o corpo dela.

Entre braços e pedidos - os corpos querem
Aproximando-se lentamente - anular a distância
Que esfria tanto - o coração a queimar
Doentemente incurável - rutila de saudades
A sublimar-se na proximidade - o tempo que separados
Os meus lábios dos dela - os olhos dela dos meus
Suportaram existir e nutrir-se - de carícias sutis.
..

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