segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Close those eyes and let me love you to death


Susurrei nos teus ouvidos sobre as estrelas e o passado dos seus amantes, enquanto sorvia o teu sangue, te amava. Sobre um penhasco, o oceano reclamava a terra para si, nos abraçamos. Amaldiçoei o Sol para uivar à Lua. Susurrastes desculpas e caístes. Te empurrei como prometi, matar-te seria a única prova do meu amor, você disse. Te sequestrei, como você queria. Encrustei o céu de luzes fugidias, todas as vezes que você pedia. Fragmentei o meu amor pelo vento sempre que você desejava sentir os meus braços envolta de ti. Rasguei a tua carne com as minhas unhas, sempre que você desejava sentir prazer, te machuquei e te curei, por ti matei e morri.

Apaguei o tempo, te dei vida nova e juventude eterna. Imortalidade virtual, para cruzarmos uma estrada eterna para canto nenhum. Fizemos da escuridão que é viver um plano obscuro para as nossas abstrações tolas, uma teia fria e densa de beijos e promessas vazias de qualquer significado.

Você não parou de buscar a dor. Te cortei profundamente, te machucar era a única forma de provar o meu amor, você disse. Te mordi, como você queria. Desconfiei e te puni mais e mais sempre que você pedia. Cera quente e pele, imagine! Gritastes o meu nome, sentistes os meus braços envolta de ti. "Sim, estarei sempre perto de você, toda vez que você quiser sentir prazer". Essa é a nossa forma única de amor. Estarei sempre longe você, para te proteger de si mesma, não sei mais dizer "não". Principalemente porque muitas vezes quero dizer sim.

Você susurrou, eu ouvi: "Sempre estarei com você, sou a âncora do seu sofrimento não há fim para o que irei fazer porque eu te amo, te amo até a morte."

Susurrei, você ouviu: "Sempre estarei com você, ao lado da âncora do meu sofrimento. Tudo que sei ou saberei um dia é que te amo, te amo até a morte."

Te soltei, você caiu.

Agora feche os olhos e deixe-me te amar até a morte. Deixe-me te amar só mais um pouco.

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