terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sana me

Nas estrelas de capricórnio construí uma ermida,
Sem perceber que aquela estrela morria
Fiz do nosso romance uma lenta despedida
De luzes e pálidas feridas

Onde descansa o nosso amor,
Em uma estrela calada
E faminta por vida...
Que mingua sem calor.

De trágicas tormentas
Fizeram-se as nossas amarelecidas lembranças.
Quantas vezes te perdi... Tantas vezes, tantas!
E no meu último suspiro perguntarei: "Agora em que céu tu descansas?"

Amor, que por trevas além destes sóis terás percorrido?
Na luz do sol ferido e findado,
Nesta mesma luz terás sustenido
As inverdades deste fim merecido...?

Talvez quisera ter-te em meus braços
Fingir que o tempo se perdeu,
Ao som da tua voz, sabendo que o meu amor é todo teu;
Para quando nos separarmos a distância evidenciar os nossos laços.

Grande mentira!

E do nosso amor eu já sabia:
Do fim que ele teria,
Do ponto final que ele merecia
Até mesmo como a nossa estrela se perdia.

O nosso amor é puro futuro do pretérito
Do mais que imperfeito...

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