segunda-feira, 26 de julho de 2010

Grande Capricórnio, as suas mãos estão sangrando II

Vide, aqui farei uma prévia apresentação deste conto que estou desenvolvendo " Grande Capricórnio, as suas mãos estão sangrando" e quando este ser que vos fala tiver alguma inspiração irá por fim retoma-lo, enfim, fiquem com a prévia dos assuntos que abordarei futuramente...


As sua mãos estão sangrando, Grande Capricórnio.

As trombetas soaram, os tambores reverberaram a música da guerra. Os arcos-longos trançavam a harpa do demônio, as flechas zuniam e marcavam o compassa de uma balada para massacres.

O Cavaleiro de Sangue arfava com o calor insuportável e pelo movimento constante e preciso da sua calejada mão direita. Transpaçou a ponta da sua lança pelo maxilar de um pobre soldado que demoraria pelo menos mais 1 hora para morrer, se não fosse pisotiado ou sufocado pelo peso de algum outro moribundo. O cavaleiro puxou a lança, dentes espirraram e se juntaram a um chão calejado de destroços de armaduras, carne, corpos e lama empapada de sangue.

==============================//==================================//=============================

Para muitos generais a guerra era um Paraíso de Sangue, resgastes por nobres comandantes capturados, pilhagem e glória. Mais para um soldado experiente como o Cavaleiro de Sangue a guerra não passava de uma forma de aplacar a própia insanidade que consumia o seu juízo. Nem mesmo os seus servos mais próximos sabiam da sua condição, da sua maldição, que o condenava à uma vida de matança e campanhas. Qualquer guerra, por mais longiqua que fosse não demovia a vontade do Cavaleiro. Lados não importavam. Já matara tantos, de tantas nacionalidades diferentes, por motivos que já não lhe despertavam interesse algum. O que importava era aplacar uma Besta interior que consumia noite à noite a sua sanidade.


===================================//=======================================//===================

Os seus comandados eram conhecidos como Capricornoatas; o Capricornus, ou capriórnio, era o símbolo que creptava vermelho em um campo negro na bandeira do Cavaleiro, que era posta com orgulho nos seus territórios. Espalhava medo no coração dos inimigos e alívio nas entranhas dos seus aliados. A horda do Cavaleiro de Sangue era formada por um séquito exótico de guerreiros de feições duvidosas que usavam armas e vestimentas diferentes do que os europeus estavam acostumados, por isso muitos destes eram ditos demônios com a sua cultura infernal usando a pele esfolada de corpos de inimigos perdidos em batalha. Alguns eram pagãos, porém, recebiam o aval da Igreja dado pelo Santo Padre de viverem e andarem livremente como qualquer outro cristão.

- Continua...