sábado, 10 de abril de 2010

Roubarei a noite para ti,
Cobrirei o céu com uma tempestade
E toda gota que cair no teu rosto
Será como um beijo meu.

Mas se a noite esvanecer
Se as gotas de chuva ficarem frias
Farei da luz do dia
Um monumento ao teu nome.



Quero apenas descansar o meu olhar no teu, ter as minhas mãos nas tuas e do vítreo céu do teu olhar fazer chover e trovejar. Pois quero esquecer do mundo, e aprender o caminho certo só para me perder, que quanto mais eu me perdia mais eu te encontrava e quanto mais eu me esquecia, mais eu te lembrava, agora estou tão perdido e tão esquecido que acho que não consigo viver sem te lembrar e sem te encontrar em tudo o que vejo.

O mundo é um plano de fundo para ti, e as dimensões do universo se alteram, no limiar de todos os caminhos. Quando você já estando perdido, já não tendo para onde ir segue e de tantos caminhos! logo tantos e tantos... se todos vão a ti. E eu que mesmo me afastando, afasto-me em círculos, orbitando como quem não quer dizer sim.

Fiz do vento o nosso cúmplice, fiz do céu a nossa testemunha, das estrelas os nossos padrinhos, da Lua fiz a nossa aliança, do Sol fiz os nossos votos e com as placas tectônicas da Terra fiz o nosso compromisso.

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