segunda-feira, 26 de abril de 2010

O homem caído


"Abyssus... olhai por mim, oh inter-Therion, Que o teu anjo invertido, Harahel, clama por ti."

Vejo um reflexo no espelho,

Nos olhos, um olhar refletido, é o que vejo

No espelho, sem nome, refletindo o vítreo anseio

Que das tonturas da ébria face, novamente ao mundo alheio!

Pois que o reflexo me assiste refletido, sou espelho,

Que do reflexo, os olhos, meus novos olhos, de olhar refletido

Um eu que já não sou mais eu, tortuoso, é o que vejo!

O que do singelo beijo, das palpebras o espectro bocejo,

A boca dos olhos despertado com gracejo,

Pois são das pálpebras, os lábios dos olhos

Que escorrem as palavras mudas de um surdo olhar.

Pois te vejo, como um reflexo no ar, o meu bocejo como um espelho

Que reflete na verdade, um eco do mundo, depois do antes e antes do sempre, amantes!

Refletidos, nos desejos enlaçados, incoerentes e pulgentes.

Seguidos pelo infinito segundo, do imensurável instante.


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