sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ensaio sobre a Ira, Asmodeu

Ai... dói, dói, arde, queima!
Quero ser frio, quero deixar de sentir!

Por que tudo me lembra de ti?!
Me deixa, Universo, esquecer de tudo, ou me destrói de uma vez, poha!
Já não tenho mais espaço no coração para tanta ferida, elas se acumulam, umas sobre as outras!
Merda, maldito seja, tu, Hayden, que destes chance à amizade!
Quebrastes a própia promessa de ser distante de todos!

Amas, ao longe, nunca te entregues! Os humanos são tolos, todos, mesmo tu, oh Hayden.
Que encarnado, desterrado do céu límpido, conheces apenas o esgar egóico do fendido pé do diabo.
Poha, idiota, maldito, desgraçado, quero acelerar a vida e morrer a mil por hora à mais de 100 anos de idade por segundo.
Quero sancrificar todo o meu sentimento, já não me importo, abraçarei as trevas,
Todo o Abismo, abraço o cinismo, deixo o mundo imtacto por puro descaso.

Não me peças mais para amar totalmente, que como humano, ainda amo, mas apartir deste momento amo céticamente.

Foda-se, foda-se, foda-se toda esta poha de luz, quero mais é ouvir o vazio do Abismo
E hipermeabilizar o meu ego humano com os tons do ausente véu do infinito.
Pois fui destruído, duas vezes, mataram-me duas vezes, duas vezes, infernalmente esfaqueado!
Já não sinto tristeza em odiar, nem raiva, nem mais nada, até o meu corpo pode queimar, nada mais possui importância, tudo é nada, foda-se a dor, pode doer, pode sangrar, não me importo, fique ou mude, seja ou deixe de existir, morra ou viva, tanto faz, escolho a Mão Esquerda, quero mais é transmutar, pela alquimia negra, transceder.
Mestre Antigo, de véu negro, serei o teu acólito, estou pronto, Therion.
Sacrifiquei o sofrimento, fiz uma armadura de dor, de miasma!
Abandono o Mundo, deixo toda esta maldição às traças.

400 anos sem experimentar sangue, hoje irei à caça.

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