quinta-feira, 4 de março de 2010

Sobre um Mar profundo,sob um Céu raso.

Engraçado... Preparo-me para uma batalha contra Nêmesis, o meu reflexo invertido no espelho da minha alma e o meu pentáculo singelo com os meus amados sigilos agora queda como se fosse invertido, mas assim o é, no reflexo dos meus sentidos, a sensação que espero e insisto. Eu não sou o reflexo...pelo menos, assim espero.
Estou à deriva, em um mar negro e profundo, o céu sem nuvens ocre e raso, ainda acho que estou à deriva, talvez mais ainda, em um mar negro e profundo, sob um céu sem nuvens ocre e raso, o mar negro da minha condição humana- demasiado humano, sob o céu raso da minha subjectividade. Esse pontinho de madeira velha e molhada, brinca de ser racionalidade, therion descansa ao fundo, zela e vela, busca à carne deste aset desmesurado e quebrado, que descansa, pobre coitado, sobre um pedaço pequeno e quebrado, da sua embarcação gloriosa que vinha vitoriosa sobre o mar negro da derrota, mais sabes ser de todo forte e destrutível, oh, grande Therion, bem o sabes... Então zelas do fundo, esperas só mais um pouco que já nadarei na minha humanidade, não existirá mais céu ocre de subjectividade rasa e corrupta para te desviar do olhar, nadarei com os olhos abertos nessa escuridão primorosa, tanto evito quanto desejo ser nada contigo. Bons dias, Therion, que seja todo o véu negro que me vela a tua presença que me cerca, prospera na escuridão, cresces tanto que o mar se eleva, agora, apenas espera e espera.

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