sexta-feira, 19 de março de 2010

- Sem título-


Um poema antigo....


Causa alguma,deste adagio,

O Mundo ouve e obscura

No torpor,cego e frágil.

Expande-se ,rasga e perfura.

Pergunta : há razão?nenhuma!

Vide esta dor aguda

Sem diagnóstico,causa alguma.

Sangrando,lascinante e afunda.

A artéria é gelada- Sem linguagem,

Não bate este sofrido muscolo oco.

E falhando a própia coragem,

Leva da vida somente um pouco.

Estando vivo, parece morto.

Sempre aturdido,e alquebrando

Sobre os propios pés.

Corre os olhos,absorto,

Entre as mãos re-memorando

A posse do própio Revés.

Quem sabe busca uma resposta

Para o própio desgosto.

Sangra cada nota,

Sola Adagio ao pranto exposto.


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