domingo, 14 de março de 2010

Nem sempre o céu chove de felicidade

Eu pensei que o Amor mudaria o mundo... Como tantas outras vezes, me enganei, enganando a mim mesmo, ai, escapastes entre os meus dedos. Tudo morre, o sol morreu, o céu morreu, morreu, morreu, morreu, não existe continuidade, a energia se transforma em um Fim perpétuo, o Momento é findo, não suporto olhar-me no espelho, o reflexo do fim, na lembrança rutila o que fui um alvorecente asetiano soberbo, caí.
Dei a ti tudo o que eu tinha, e tudo o que tinha era Amor, mas é findo, tudo finda, assisto de longe.
" Sabes quando a sensação é anulada e tudo o que se é vir-a-ser, resume a si mesmo em desespero? Se não o sabes, sorte a tua. Um sustenido tormento, sem começo e sem fim, infinito, tanto que a fala torna-se desnecessária, respirar é como um tormento, todo o corpo dói, o coração bate lentamente, a pele esfria, as veias gelam, o sangue engrossa, o corpo pesa, a mente congela... a alma morre, o espírito seca... os orgãos gritam, o corpo permanece, permanece vazio."

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