quarta-feira, 10 de março de 2010

Ergo Proxy



Perco-me no horizonte, desenho com os meus dedos nas nuvens um céu de areia à praia de um oceano de nuvens, ando sozinho pelo céu claro, de longe, vejo partindo a mim mesmo, vestindo um véu de luzes. Vou sozinho, acompanho por vários pontinhos, pontinhos além das nuvens, pois o oceano entardece. Vejo pontinhos que saem para brincar, para cantarem que são estrelas,brincarem de cantar a dicotomia do vácuo escuro e o vácuo claro às constelações alheias, e eu já desenhando sobre a areia à praia do oceano de nuvens, como se fossem reais estas idéias, cantam do firmamento para as contelações, como sereias, estas estrelas, e um singelo tormento, a quem se vendo partir, desenha assim, finalmente desenha o fim com o dedo gelado o sofrimento velado, a Lei quebrada, o perdão clamado, a falta à mente a ausência desgatada... O Abismo adquirido, o lento fim, o lento fim perdido, o lento fim achado, testemunhado pelo Entardecer em um rutilado horizonte, por um oceano à praia das nuvens encimado, esquecido, porém cantado, o que foi escrito na areia não será esquecido, crescerá como constelação, dará nomes as estrelas, eternamente, amado e odiado.

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