sexta-feira, 5 de março de 2010

Dor em todas as dimensões da realidade




Resta a solidão, queima de tão fria, a pele arde. Fere, perfura a carne, arranha o osso, mas não mata, nunca, a morte é uma regalia e mais uma falta. Falta esta que quero de natal. E sangro o tempo, re-vivo, a dor: insurpotável, transgride os sentidos, ébria é a sensação, que dos seus sinuosos atalhos sou cuspido e re-memorado, repartido curado e outra vez ferido.

O meu sangue esta salgado, os meus orgãos como cápsulas de areia, tudo é inverno aos olhos dos mortos que morreram foram enterrados de dentro para fora, no miasma dos própios pensamentos, tudo queda e apodrece, o momento não é questão de tempo, é questão de tormento. Lágrimas sangram, o sangue é chorado, a dor transmite a vida, a mutilação a desesperança. A dor tem cheiro, nome, gosto, cor, forma, som... Tem tudo, em todas as dimensões da realidade e causa, menos uma cura. Por que haveria de ter?

Um comentário:

NewS disse...

News.. acha que existe sim uma cura.. e esta em todas as dimensões... alias... uma dor pode sempre sangrar.. e nunca sicatrizar.. porem.. o amor a combate.. como a água combate o fogo..




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