sexta-feira, 19 de março de 2010

As Estrelas e o passado dos seus amantes


Seja bem vindo, Capricórnio... Conte-me a tua história, estamos no Abyssum, o Tempo não existe, conte-me a tua história, pois a realidade experimentável não existe, conte-me a tua história, o vir-a-ser é o Karmago e a procela que dos imemoráveis tempos da tua glória à imaginação atiça, ó, fascinante ser, conte-me a tua história.

- Muito antes da Humanidade, nadei nos oceanos, até o mais fundo abismo, nadei no fluir das pressões insuportáveis e no vir-e-vir tectônico do Mundo, subi todas as montanhas, baixas ou altas, lisas ou ásperas, além dos mais profundos aos mais rasos precipícios, até que em um último salto pude alcançar as estrelas e hoje sou o arquétipo de Capricornus, quando jovem, ainda contido na dimensão dos elementos que eram comuns à minha essência, sonhei com as dimensões incomensuráveis do Tamanho que contém o Infinito, uma aventura sem fim, Universo adentro, e outrora acreditei conter também todo o infinitesimal do sonho que era compreender o Logos pelo pedaço de todo o Universo, e amando à própia busca, deixei um mundo de águas calmas, quente e seguras, fui puxado até o fundo do oceano e arrastado por correntezas perigosas, cruzei os picos como lanças, atravessei escudos de montanhas, até as mais longíquas pedreiras, onde descansam conrois de gigantes, eternos cavaleiros com as lanças apontadas da crosta terrestre ao céu, e no maior precipício, precipício este que a geografia ignora, onde fora travada a minha maior batalha e quando tudo parecia perdido vi lá do fundo uma única estrela solitária, brilhando com todas as as forças à luz do dia... E agora sabes do resto, enfim, sou o vitoriso, subi até as estrelas, as dimensões que antes continham os meu sonho e fazia pesar o mundo agora tornou-se pequeno demais para sonhos que como o Tamanho, contém o Infinito.

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