segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sing me a rainbow, steal me a dream

Enquanto roubo as estrelas do céu,
Vou cantando
Frases aleatórias de canções de ninar.
Amor, vou escondendo
No fundo dos teu olhos abertos o luar
Sepultando constelações no teu mausoléu
Povoando um sepulcro de escuridão
E as estrelas nuamente levadas
Arrumadas uma à uma por constelação.
O céu, abódoda de luzes caladas,
Tornou-se o cúmulo do estadio.
Enquanto os teus olhos são fechados
Afogam vozes e espectros indistintos conhecem o frio
É o que resta, momentos perdidos, sonhos versados.

E sono eterno, arco-íris cantado e sonhos roubados.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Juramento da Navalha de Onix



" À minha Degoladora, de lâmina sutil e fio pérpetuo alimentada com o dessangre e alma: Querida subliminal entidade, reflexo da minha corrupção, penetre em toda carne, não recue perante músculo ou osso. Desate tendão, descosa a face do crânio, mostre-me a verdade sobre está máscara, seja como o fruto do pecado, dê-me assim o Conhecimento da Vida e da Morte."

- Draw the world that I wish for, in my darkness dreams there's just lust for pain and trails of blood.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Bela e a Fera




Encontraram-se, à meia noite, e pelas circunstâncias mais improváveis se viram. O Colecionador de Vozes a Colecionadora de Olhos.

Os olhos cinzentos do Colecionador brilhavam como o fundo de um abismo " Esses olhos amaldiçoados contemplam o Inferno, pobre coitado com olhos de demônio", pensou a Colecionadora. A sua voz era doce, suave, descia como seda, ele pensou, nada era mais belo do que destroçar algo tão singelo, tão único quanto uma frágil voz " Que pescoço lindo, a lingua da minha navalha gostaria de te lamber e experimentar o sabor da tua pele, temperado com o cheiro do teu sangue e um gorgolejar desesperado", sussurrou o Colecionador.

Quantas noites a Colecionadora o procurou? No fundo da córnea a Entropia Perfeita. Olhos assim sempre a apaixonaram, mas perdiam toda a sua fascinação com o tempo, nem por isso ela deixava estes olhares preciosos se livrarem da posse dela; arrancava-lhes da órbita com uma precisão cirúrgica incomparável, imortalizava a carne em potes de cristal, a sua coleção era maravilhosa, todas as cores e várias nascionalidades; ela gostava de pensar que aqueles olhos emolduravam a Morte, aqueles que tinham a pupila em midríase encararam por último o Abismo, o Inferno é para a Colecionadora um lugar escuro, gelado, sem luz, sem gravidade, um vazio- Abençoados eram os olhos dos que enxergavam a estrada do Inferno, o horror e o sentido da vida se afirmavam em rutilante agonia-; Pupilas em miose emolduravam o própio Paraíso, demostrava, por isso, um respeito velado por estes, que eram poucos e especiais, no entanto o Inferno sempre a fascinou, o horror estampado é o móbile da plenitude no seu própio temor, que serve para eliminar o medo da morte e nutrir o desejo pela vida. Começava a caçada.

O Colecionador a procurou, entre covas, covas abertas e fechadas novamente, várias faces, várias bocas, muitas gargantas. Onde está a Voz Perfeita? Muitas vezes ele a achou, muitas vezes ele a perdeu. A voz perfeita se afogava- Que lindo!- em sangue e desespero. Mais está nova presa parecia diferente, o Sopro( como ele chamava a expressão da alma no tom único de cada voz, que era como ele escolhia as suas vítimas) parecia o eco além do tártaro, uma canção de embalar Hades. Fria, límpida, clara, um vítreo cristalino enigma de rasga-mortalha, oculto desejar e mais do que isso: perigo. O Desejo é a retificação da falta, afinal deseja-se apenas oque não tem, decorre do desejo realizado o tédio, o vazio da existência. Ele sentia, ele a queria, o tédio foi esquecido sem saudade ou despedidas. Começava a caçar.

O primeiro encontro: Uma troca de olhares, sorrisos velados, esquiva e uma dança sutil, de intensões e ameaças, alteravam-se os papéis, ora presa ora caça. Mas fascinado foi o fascinador, fascinando-a por sua vez com olhos sinceros, como o abismo que a engolia.

E apartir do primeiro beijo: A realidade perdeu a sua gravidade, os dois flutuaram em Silêncio, o vazio emoldurado por suspiros, por pedidos e promessas. Gemidos e amor.

A navalha com cabo de onix, o paradigma da sua Arte, o Degolamento, foi esquecido pelo Colecionador de Vozes. “ Não calarei mais a sua frágil voz”. A noite se passou, durmiram, embalados na calorosa presença, nos sonhos e nos braços um do outro.

A Colecionadora de Olhos não se importava mais com a sua coleção, eles que ardessem em ciúmes, olhos envidraçados, apenas aqueles olhos de Fera do seu amado Colecionador seriam dignos de poder enxergar algo que não fosse ela e ainda viver. Não lhe roubaria a visão, por mais que quisesse. O veneno que iria assassinar a sua presa, que seria destilada com lasciva foi deixada de lado, esquecida no fundo da bolsa, na sala, entre as roupas amassadas, as únicas testemunhas da Entropia Perfeita que a Colecionadora tanto procurou.

Ele a ouviu dizer, enquanto sua amada Bela, nos seus braços, dormia: Te amo, Fera.

Ele respondeu: Parece que não é só tu que habita os meus sonhos, Bela, parece que eu habito também os teus.

- "E a Fera olhou na face da Bela...e a Bela estava em suas mãos; e, a partir desse dia, a Fera estava condenada à morte."


“Engraçado!” Ele pensava sobre o conto de “ A Bela e a Fera” quando era mais jovem, que a Fera era uma personagem tola em despedir-se da agradável vida de um predador pela paixão de algo tão abstrato quanto o amor pela Bela, irracionável e inútil inebriante destilado drink de falaceas e hipocrisia! E do mais irônico sorriso ele tirou da respiração da fumaça de um cigarro: "Entendo-te, agora, Fera, tolo ser, devo também está condenado à morte tanto quanto tu..."

Eram amantes, a Bela e a Fera um do outro.

E eles se amaram, compartilharam da fascinação de alternada, alternavam papéis, ora Fera, ora Bela. Apaixonavam-se na completude um do outro, sempre assim, um do outro, era impensável existir individualmente. A dor da separação seria tão grande que supor uma vida exilados simplesmente parecia a maior das torturas, então os dois Colecionadores fizeram um plano para negar lágrimas ao Destino pela separação inevitável. À meia noite, passados 5 anos desde que se encontraram, apartir da noite onde o destino de ambos foi selado, descidiram fazer o sacrifício final, a maior prova de amor. Consumir um ao outro, morrer pela mão do ser amado e não sofrer a solidão de uma vida sem sentido, uma alma pela metade, almas gêmeas como são nasceram e morrerão ao mesmo tempo.

À meia noite, passados 5 anos desde que se viram, a maior prova de amor foi cobrada.

-Acorde, Bela. Disse-lhe com amabilidade o Colecionador.

- Ola, Fera... Respondeu-lhe abrindo os olhos a Colecionadora.

-Você me condenou à morte, Bela, sabes disso não sabes? O Colecionador perguntou, olhando-a com um triste sorriso

-Eu sei... Vai doer muito? Ela perguntou.

-Quase nada... Ele mentiu.

Eles se beijaram. A Fera sentiu um gosto férreo na boca, era sangue adocicado por veneno. A navalha Degolamento vibrava de felicidade, enquanto a cama se banhava em sangue a Bela afogava e fenecia.
O Colecionador começou a arquejar, o seu corpo queimava, ao mesmo tempo de frio e calor, a dose letal agia no seu corpo. Um frasco de veneno escorregou da mão que jazia branca sobre um pano de manchado escarlate, a alma da Bela escorria. Enquanto morria o Colecionador se lembrava do pedido final: ”Fique com os olhos abertos, Fera, olhe-me ternamente como sempre fez”.

E assim o fez. A dor era insuportável, mas ela não gritava, apenas sorria assistindo-o, decorando cada partícula da imagem, absorvendo o olhar do seu amado, sublimando no que havia de mais lindo no mundo, os únicos olhos que ela jamais iria possuir, que no entanto sempre foram dela.

E eles morreram de mãos dadas. Morreram. Juntos.

Um bilhete foi achado sobre a mesa. " Arranque o ar dos meus pulmões, Colecionador de Vozes. Pereça comigo, tenho medo do frio, da solidão, do vazio; preciso dos seus olhos de demônio para guiar os meus passos através dos caminhos do Inferno, preciso do seu corpo para me esquentar e do seu carinho para fingir que está tudo bem. Te amo.

Da sempre sua, Colecionadora de Olhos."



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Separados


Entre escuridão e ermida - sonho profundamente
Com os olhos dela - nos meus lábios implorando
Entre trevas e luzes - para tentar calar o que resiste
Tentar calar - entre mordidas o que está desejando
Entre horizonte e silêncio - alienar-se ao tempo
A minha noite - a noite dela.

Com feixes quentes - amanhece em procela
Das distâncias errantes - encontram-se
No mesmo horizonte - dia com noite
Olhos desejosos - lábios desesperados!
Os meus desejos - o corpo dela.

Entre braços e pedidos - os corpos querem
Aproximando-se lentamente - anular a distância
Que esfria tanto - o coração a queimar
Doentemente incurável - rutila de saudades
A sublimar-se na proximidade - o tempo que separados
Os meus lábios dos dela - os olhos dela dos meus
Suportaram existir e nutrir-se - de carícias sutis.
..

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Introversão e Absinto

E o coração gelando,

O olhar fechando,

Com pensamentos opacos,

Nítidos como céus claros,

Destroçados por trovões

Enclausarando o sol em seus portões

No além-de-tudo, onde o tempo morre

Onde a vista não alcança e o tempo escorre

Um doloroso infrene passo,

Para o final de todas as canções - o último abraço.


-Desvanece o mundo...


Sinto a morte em um vento frio,

Vejo no fim um céu vazio.

Do passado sussuros frenentes

As estrelas à noite infinda jazem luzentes

Ecos fulgurantes de homens que se enlevam

Na escuridão da última hora, os sonhos levam

Em barcos prateados às praias eternas de um sonho esquecido

Para o que nunca foi sonhado, o sonho mais querido.

Encimado pela eternidade onde estrelas morrem

Vendo além de onde a vista alcança onde estrelas correm

Erradios ermos infrenes passos,

Para o final de todas as canções - o primeiros de muitos últimos abraços.


Sol enleda sonhos no mar d’outro dia e a Noite esquece o amanhecer.

Sonhos elevam-se entre nuvens no alvorecer.

Entre rastros de estrelas ecoa ária que renitentemente

Vibra para sempre em completude: pesar e alegria, nascer e poente.

Dos oceanos obscuros escuto histórias

Refletidas no espectro das ondas as memórias

Da época em que o mundo era jovem e ardia

E a água lutava com rocha liquefeita em ebulia.

As estrelas comentem suicídio, universo esfria,

No clangor da última noite luzem a noite em um desesperado último dia.

O alquebrante infrene último passo,

Para o final da Primeira Canção – e o fenecente Último Abraço.


- Obscuricidade das sensações...


E agora! Vago entre sombras, sombrio eternamente,

Consumindo a luz que refulgente

Debruça-me por sobre um chão desértico

E com réstia de humanas agonias e de deseperanças coberto

Olho desacreditado, a luz fria de um passado indeclinável

A estrela que brilha no horizonte morreu, vejo o tênue ensanguentável

Espectro amarelo e perdido,

Um terrível fantasma de mortalhas sussurrado,

Assombra o vazio, mais negreja que ilumina,

Fulgura o sombrio, para o vaticídio da ruína.

Dessangro-me em um infrene passo silente

Dor velada na profundeza dos campos turvos da minh’alma ignescente.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Close those eyes and let me love you to death


Susurrei nos teus ouvidos sobre as estrelas e o passado dos seus amantes, enquanto sorvia o teu sangue, te amava. Sobre um penhasco, o oceano reclamava a terra para si, nos abraçamos. Amaldiçoei o Sol para uivar à Lua. Susurrastes desculpas e caístes. Te empurrei como prometi, matar-te seria a única prova do meu amor, você disse. Te sequestrei, como você queria. Encrustei o céu de luzes fugidias, todas as vezes que você pedia. Fragmentei o meu amor pelo vento sempre que você desejava sentir os meus braços envolta de ti. Rasguei a tua carne com as minhas unhas, sempre que você desejava sentir prazer, te machuquei e te curei, por ti matei e morri.

Apaguei o tempo, te dei vida nova e juventude eterna. Imortalidade virtual, para cruzarmos uma estrada eterna para canto nenhum. Fizemos da escuridão que é viver um plano obscuro para as nossas abstrações tolas, uma teia fria e densa de beijos e promessas vazias de qualquer significado.

Você não parou de buscar a dor. Te cortei profundamente, te machucar era a única forma de provar o meu amor, você disse. Te mordi, como você queria. Desconfiei e te puni mais e mais sempre que você pedia. Cera quente e pele, imagine! Gritastes o meu nome, sentistes os meus braços envolta de ti. "Sim, estarei sempre perto de você, toda vez que você quiser sentir prazer". Essa é a nossa forma única de amor. Estarei sempre longe você, para te proteger de si mesma, não sei mais dizer "não". Principalemente porque muitas vezes quero dizer sim.

Você susurrou, eu ouvi: "Sempre estarei com você, sou a âncora do seu sofrimento não há fim para o que irei fazer porque eu te amo, te amo até a morte."

Susurrei, você ouviu: "Sempre estarei com você, ao lado da âncora do meu sofrimento. Tudo que sei ou saberei um dia é que te amo, te amo até a morte."

Te soltei, você caiu.

Agora feche os olhos e deixe-me te amar até a morte. Deixe-me te amar só mais um pouco.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Palavras para serem ditas


As palavras que guardo,
Palavras que não digo
São as que não quero
E mais preciso...

Palavras: Que resumem dores,
Dignificam as faltas,
Dando nomes as flores,
Para as mais doces efialtas.

Das palavras que não tenho
Faço um mundo que te dou,
E com a mente retenho
Todo um milésimo de segundo que passou.

As minhas palavras vão contigo
Enlendando os teus sonhos.
Em carícias e amor te contradigo,
Com malinação e desejos medonhos.

O que nos salva, de forma abstrata,
É a mesma distância que nos mata.

-Contradição é precisar e não me querer

Tentar esquecer sem poder.

Penso em ti,
Amo-te com todas as letras e palavras,
E é para o teu olhar que perco a fala
Mas que acho nas palavras mais rasas
Os significados mais profundos.

Assim: Palavras que não digo
Fazem sonhos doce de efialtas,
Dando nome aos perfumes
Deste Mundo que te dou.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Histórias de amor duram apenas 90 minutos...

- Um ótimo filme, recomendo.


A sua vida é quase fio quebrado
Esticado até o máximo.
Por um triz,
Sempre em um singelo filamento

Buscando esperança em cada suspiro,
Desamoroso e lascinante,
Como uma nuvem fria e chuvosa,
Em todo novo romance de tão precipitado

Parece mais uma tempestade.
Um terremoto no fundo de um oceano
Tremendo o mundo por dentro de si
Fazendo da solidão uma tsunami.

A quietude de um amanhecer
Sustenido por olhos profundos
De clausura a sempre quase alquebrar.

Ouve Rachmaninoff e quase morre
Com o romantismo de Gustav Mahler,
Assovia ao compasso de Saint
E fecha os olhos, pois a vista rutila por Wagner.

Os acordes improváveis
Montam os tons impossíveis
E o mundo é um plano de fundo
Para tanta sublimação.

Quer mais sentir-se frio e esticado
Estando por um triz,
Como um singelo filamento sem forças
Forçando-se para ser quebrado.

E quem diria do teu afunilado anseio
Dos teus romances opacos
Vazio de qualquer sobriedade,
Morgando, finalmente, de wisky e cigarro...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sana me

Nas estrelas de capricórnio construí uma ermida,
Sem perceber que aquela estrela morria
Fiz do nosso romance uma lenta despedida
De luzes e pálidas feridas

Onde descansa o nosso amor,
Em uma estrela calada
E faminta por vida...
Que mingua sem calor.

De trágicas tormentas
Fizeram-se as nossas amarelecidas lembranças.
Quantas vezes te perdi... Tantas vezes, tantas!
E no meu último suspiro perguntarei: "Agora em que céu tu descansas?"

Amor, que por trevas além destes sóis terás percorrido?
Na luz do sol ferido e findado,
Nesta mesma luz terás sustenido
As inverdades deste fim merecido...?

Talvez quisera ter-te em meus braços
Fingir que o tempo se perdeu,
Ao som da tua voz, sabendo que o meu amor é todo teu;
Para quando nos separarmos a distância evidenciar os nossos laços.

Grande mentira!

E do nosso amor eu já sabia:
Do fim que ele teria,
Do ponto final que ele merecia
Até mesmo como a nossa estrela se perdia.

O nosso amor é puro futuro do pretérito
Do mais que imperfeito...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

16 poesias de amor e saudades...

E no dia que o nosso amor entardecer
Na mais pura falta,
Restará a mais doce hora,
Até um quedo amarelecer...
Vá! que o tempo já chora
E deixe um último beijo, para salvar e matar

As horas tardias
-Contadas a todo trépido momento-
Queria eu ter-te no presente para todo um futuro agora...
E jamais deixar-te ir, amada.

Lembre-se: dos últimos dias,
-Principalmente das primeiras noite de outrora-
De quando eramos novos, de como vencemos por vezes a madrugada;
E de como nos curamos nos braços um do outro do sôfrego esquecimento...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

17 poesias de amor e saudades



Draw with me?

A tela fria resume o nosso toque,
Nos une e evidencia a nossa distância;
Dá a forma aos nossos carinhos digitais...
E nos faz sonhar com um mundo melhor
Onde estaremos perto um do outro.

Agora, que não nos falamos, como será que ficaremos?
Tudo irá simplesmente terminar...?
Antigas promessas perderão o sentido, caindo vazias?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

1 segundo...


Daqui a 1 segundo...

Posso olhar nos seus olhos e ver que o nosso pra sempre terminou
Perceber que os nossos nomes nunca combinaram.
Entender que a nossa eternidade foi bem cronometrada
Delimitada por acédios e carícias, das mais diversificadas...

Daqui a 1 segundo...

Posso olhar nos seus olhos e ver que o nosso pra sempre é um eterno agora
Perceber que os nossos nomes terão os filhos com os sobrenomes mais perfeitos.
Entender que a nossa eternidade não pode ser mensurada
Delimitada ou compreendida, pois temos uma forma única de amar.

Esquecer que 1 segundo contém por uma abstração da realidade
Todas as possibilidades impensáveis das quais com certeza nunca me importei
Se o que existia era apenas um fósforo riscado ou erupção...
Pois amei e amo eternamente na plenitude do que é transitório.